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A cortina
que à rua se atreve
Uma Poesia
que o Universo tange
São
indícios do como tudo é breve
Brevidade,
mudança...
No ruído
sem rimas esperança
Compasso
alternado
constrange
Rigidez e,
da continuidade à dança
Esqueletos
dormem o sono
púrpura
Enquanto as
lágrimas os ressuscitam
Folhas de
eternidade são escritas
Sofrimento
cala até Poetas e sua culpa...
Enalteço os
que gritam
em frente à
janela aberta,
agem como heróis sobreviventes |