Virgínia Fulber

 POESIA

Uma porta que range

A cortina que à rua se atreve

Uma Poesia que o Universo tange

São indícios do como tudo é breve

 

Brevidade, mudança...

No ruído sem rimas esperança

Compasso   alternado constrange

Rigidez e, da continuidade à dança

 

Esqueletos dormem o sono   púrpura

Enquanto as lágrimas os ressuscitam   

Folhas de eternidade são escritas

 

Sofrimento cala até Poetas e sua culpa...

Enalteço os que gritam

em frente à janela aberta,

agem como heróis sobreviventes

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