Virgínia Fulber

 Pro Se Ando...

Na janela aberta,

sem grades,

cortinas de voal,

dispostas à brisa faceira

convida à troca de idéias,

experiências,

vivências passadas, reminiscências...

Sob fragrâncias transparece tênue luz da vela,

como um sol particular...

 

Uma janela para debruçar-se e falar também do agora,

alongando-se sobre sonhos desejos,

quimeras...

Entregue aos devaneios,

lânguida senhora adorna o peitoril,

imagina aproximações ternas...

numa proposta singela,

sem receios.

Encontros de genuína afinidade,

com possibilidade de despir-se

de falsos conceitos sobre o si...

 

Num flash fugidia pétala de rosa

recorta o espaço silencioso

ganhando calçada e rua,

transgredindo, cindindo o cru asfalto.

 

Fica selado o convite,

agrado ao pé da janela, tênue esperança ...

Gracejando sob o olhar travesso do tempo,

 em  des- com- passado momento,

alma põe-se voar ...

 

Brisa morna acaricia o sino de vento,

serpenteiam miçangas cor de mel...

Ao longe, além mar, farol acende...

Um barco aporta, um amigo é chegado...

Quando sonhos rompem véus

Pessoas são como hinos

 Virgínia Além mar

12/06/2004 corrig julho 08-

Publicado no Recanto das Letras em 27/07/2008
 Código do texto: T1100467

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