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Pulsações No silenciar das vozes Ouça o verbo do vento domingueiro Que há em cada manhã Escute as marés nas tardes febris Ouça o arquear das laranjeiras Sob o entardecer
Sob o solo as sementes entoam Sinfonias de misericórdia Nos leitos rios executam marchas delicadas Toadas e corajosos Odes ao vir a ser
Ouça pequenas longínquas asas arriscando-se Harmonicamente em fá maior
Escute e deixa-te dançar
Das sombras dos ramos o murmúrio Não são lamentos São segredos a aprender
Desventura é deixar o rumor insano Arrebentar os mistérios Avançar os limites do suportável Obscurecer a infinidade de hinos estrelares
Escute deixa-te pulsar
Aguardem-nos mensageiros Na nave silenciosa Da noite embarcaremos Convosco na semente das horas estaremos
A dançar
Apartados de nossas tagarelices infames Que nos seqüestravam das essências escutas E nos impediam de pulsar
“Quero
conhecer os pensamentos de Deus...O resto é detalhe.” virgínia fulber ( de além mar ) |