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Quando o ar se fez caliente Entre as folhas iniciou-se o burburinho Pequeninos preparavam ninho Olhar e terra acolheram semente
Esquecidos do sábado e do presente Viam-se flores e sorvia-se vinho Espera-se que o lar resista, permanente Ao luar, às crises ao linho...
Quando o azul fez-se mais brilhante Multiplicavam-se como pipas, coloridas Pássaros, sorrisos guirlandas
E, a nudez pálida pariu voz comovida Ao sabor de casais de Corruíras nas varandas A Primavera fez-se visível no semblante
Ilustração recebida de Efigenia Coutinho Presidente e Fundadora da AVSPE 22 set 09 |