Virgínia Fulber

 Ressonantes

               

 Instantes “puros”

 presentes

Liberdade d’ olhar que ao perceber

Captura num  milésimo de segundo

Respira  ( inspira e expira )

 vivencia o isto , que  na surpresa se doa !

 

Instante inocente,

Vibracional perpetuado nas

ondas produzidas pelo evento

 

Deixai virem /irem borboletas

Delas aprendeis a errancia, fragilidade

e qualidade de metamorfosear

 

Catalisadoras de sonhos

 “fazedoras de vento “, expandem o invisível

No ressonante dinamismo multiplicam-se essências

Vozes; asas  que recriam imagens !  

 

A surpresa se dá ao inocente errante

O amor está no perceber/receber o instante !

 

Ressonantes   “agoras” tecem  o amanhã de estrelas

Nas Imagens... cordas...vozes, potencialzadores do Ser !

 

Virgínia Fulber ( de Além Mar ) 01/09/2005 vicamf@yahoo.com.br

 

A imagem, em sua simplicidade, não precisa de um saber. Ela é a dádiva de uma consciência ingênua. Em sua expressão, é uma linguagem jovem. O poeta, na novidade das suas imagens, é sempre origem de linguagem." (Bachelard, 1988 a: 97)

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