Virgínia Fulber

 Ausências

Restos*

resta na face
um resto da doce ternura
impregnada de inocência
lampejos; jovialidade no olhar

aparente quietude, esperança das sementeiras
disfarçadamente oculta-se
entre restos do pudor dos dez anos de idade
aos ventos do norte entregue

resta ainda um pouco da pressa em vir a ser
ah! vento-tempo que punha a voar
na ânsia de crer-Ser
antiga crença de parir as dores do crescer ...

resta apreciar a maturidade
dos retorcidos troncos
uma loucura pela doce-madureza
felicidade-liberdade dos sumos,das resinas ...

entre estes restos ainda
avulta-se tênue perfume de instâncias outonais
um pensar- sentir saudoso
das flores nos laranjais ...
virgínia além mar - ouvindo ODES Irene PAPAS-Vangelis

fotopoema in

POEMA Publicado no Recanto das Letras em 27/10/2007
Código do texto: T712054

<<Não somente nossas lembranças, como também nossos esquecimentos, estão “alojados”.no nosso inconsciente.... Nossa alma é uma morada. E, lembrando-nos das “casas”, dos “aposentos”, aprendemos a “morar” em nós mesmos . >>
DICAS IN COMPILAÇÕES ALMA – PSICO-filos- POÉTICA I
Nesta semana parte II

ARTIGO Brevidade, Temp´oralidades

vicamf@yahoo.com.br 27 /09 a 01/11
2007 
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