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Tempos
/Estados do Ser |
queixo
esculpido ,redondo, como
é
um queixo no
prazer. Suas mãos
onde
a vida escorre e a tudo acolhe
e
a terra devolve, por ardente coração !
O
caminho conhecido, vai e vem
entre
os mundos insuspeitos.
Cada
dia uma vida ,novo
instante
nova
vida, num calar não consente,
sente
e respeita o ritmo calmo
da
Mãe
terra , mesmo elemento numa
Lua
e Céu num fluxo cósmico e natural
entrega-se
à poésis .
No
décimo mês ,descortina em clarividência
a
essência do eterno retorno, já sem esquecimento,
encolhimento,
abraça o Espírito em casamento !
Dançam
fagulhas, estigmas do fogo que
ao
sol retorna , incandescente ,ternas no
baile
das flores ao desabrochar !
Ouvido
a escutar constante hino ,vento
do
peito , Órgão do Templo do Universo,
a
embalar
mais e mais ternura, ARTE na
Mente/coração
dos homens Sãos
!
(
aqueles que São)
Feiticeira,
dum silêncio fecundo ,ergue-se por
seus
lábios úmidos ,em leite e mel, um pássaro
chamado
Alegria ,não euforia , sincero, sereno,
estado
de contentamento.
Alegria
como Espinosa entendeu, bem estar, bom
humor
para consigo e com
os demais.
Nietzsche
percebeu num estado ,último, alegria
da
potência ,“novo homem” ,o retorno ao estado
de
criança, inocência que a tudo percebe e acolhe
pela
abertura dos sentidos. Liberta criatura do castigo,
rancor,
culpa e preconceito!
Num
SIM À VIDA, devolve à terra o que é da terra,
a
carga, feixe
de lenhas à fogueira amiga!
Renascida
, sem medo de ser contente ante à VIDA!
Virgínia F. de Além Mar /30/10
“Assim são maus, para Espinosa, não apenas o tirano que só consegue reinar sobre a impotência alheia, mas também o próprio escravo que alimenta a necessidade do tirano como seu provedor, bem como um terceiro tipo que vive da miséria dos dois e extrai dela um poder espiritual: o sacerdote. Eis a trindade do tirano, do escravo e do sacerdote, as três cabeças do ressentimento que estariam na base de todo poder. Sobre essa tríade, Epicuro, Lucrécio, Espinosa e Nietzsche dizem praticamente a mesma coisa. Denunciam tudo o que precisa da tristeza, da impotência e da miséria alheias para triunfar.” Ética como Potência e Moral como Servidão Luiz Fuganti
“Além
da expressão de linguagem rica em matizes verbais e imagens que condensam
poeticamente experiências, além da comunhão de verdade que o esforço
reflexivo da filosofia partilha com a intuição poética, desveladora de mistérios
e condensadora de vida, a aliança entre poesia e filosofia pode, inclusivamente
ajudar o espírito a sentir os problemas metafísicos. O problema do ser só
toca a alma, quando é sentido: e a inteligência só nele se compromete quando
vê que o destino da vida se joga no pensamento. E pensamento é pensamento do
ser. “Celestino Pires
in
Revista Portuguesa de Filosofia de Julho-Setembro de 1975
in
Revista Portuguesa de Filosofia de Julho-Setembro de 1975
Malito vicamf@yahoo.com.br
http://www.vaniadiniz.pro.br/Colunas.htm
http://vicamf.multiply.com/journal