Virgínia Fulber

O Sentimento de Culpa

 Venho tratar neste breve ensaio, sobre este sentimento visto ser uma das mais importantes e fundamentais causas psicológicas da infelicidade humana.

As raízes do sentimento de culpa estão no inconsciente, e não aparece no consciente como medo da desaprovação dos outros.

Na consciência  alguns atos são rotulados como “pecado” sem razão evidente para introspecção. Ao cometê-los, um homem sente-se triste sem saber porque.  Gostaria de ser uma pessoa virtuosa, e reconhece, com maior ou menor desgosto que não é um santo, e sua admiração é dedicada apenas àqueles que supõe terem um coração puro e virtudes elevadas. Isto é devido, na maior parte dos casos, à educação, moral que recebeu antes dos seis anos de idade, da mãe ou daquela que a substitui.

Nesta tenra idade o homem desejava ser aceito ( acarinhado )pela mãe ou substituta, e só o podia ser quando não pecava contra o código moral imposto por esta, que, na maiorias dos casos foi destituída de racionalidade, pois seguiu o padrão estabelecido pelos códigos morais ditados pelas instituições religiosas .

Muito pouco da educação moral do homem tem bases racionais.

  Há no sentimento de Culpa um elemento inferior, a perda de respeito por si mesmo.

O homem só poderá conquistar a felicidade  através do raciocínio. A conquista da liberdade como indivíduo, na sociedade só pode ser adquirida através do conhecimento e para adquiri-lo é necessário que o indivíduo,lance mão  das tolices infantis que formaram sua educação , na maior parte dos casos, fundamentadas, em dogmas, crendices, preconceitos e sobretudo medo. Apenas poucos entre de nós foram educados, até os seis anos de idade por pessoas sábias, e destituídas.

Bertrand Russel  em seu Ensaio A Conquista da Felicidade , A sábia utilização do ócio é um produto da civilização e da educação. (Bertrand Russel)

- Todo conhecimento humano é incerto, inexato e parcial. (Bertrand Russel)

- Temer o amor é temer a vida, e os que temem a vida já estão meio mortos. (Bertrand Russel)

- Os cientistas se esforçam para tornar possível o impossível. Os políticos, por fazer  o possível, impossível. (Bertrand Russel)

- Quando olhamos uma pedra, o que estamos vendo não é a pedra, mas o efeito dela sobre nós. (Bertrand Russel)

- A humanidade tem uma moral dupla: uma que prega, mas não pratica, outra que pratica, mas não prega. (Bertrand Russel)

- A liberdade é algo maravilhoso, mas não quando o preço que se paga por ela tem de ser a solidão. (Bertrand Russel)

- Por que cometer erros antigos se há tantos erros novos a escolher. (Bertrand Russel

  Virgínia Fulber 10/05/2004  

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