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Tempos Estados do ser XIII Das palavras no homem um sentido ; Continuar Homem se faz em palavra viva Palavra Semente
que ao Sol desabrocha Palavra Denso afeto Estende-se em ramos, Dá-se em abrigo, em flores, frutos e sementes num anseio de continuar Palavra Água viva Dá-se Em sentido e desejo de num cálido mesmo que pálido, amanhecer partilhar da alegria de outra semente quente
no jardim vir dançar! Palavra Verde broto Açoitado Pelo vento dos olhos aflitos estremecida pelas correntes de peitos silenciosos
que aprisionam os ecos Palavra Na rígida pedra ecoam vazias de sentido Envidraçados sem ar e luz fenecem os novos tons Esperados no Jardim Haverá liberdade para sementes dum futuro adejar ? Bate à soleira ternura a se esparramar na
Luz desta manhã Há de doer os olhos, A máscara plástica Em ácidas gotas percorrer mentiras e falsos valores mas haverá uma palavra a despontar a palavra vera, fera a girar!
em flores frutos, sementes entre os dentes voz do coração dar-se-á ardente Quebra onda ocidental Reverte rumo ao horizonte oriental que tudo faz jorrar ! Vem palavra Precipitar ressonância inscrita no tempo de continuar! Virgínia de Além Mar (...)”Quando, erguidos pela força do espírito, abandonamos o modo comum de examinar as coisas, cessando de acompanhar somente suas relações entre si, cujo objetivo último é sempre a relação com a própria vontade, pelo fio condutor das configurações do princípio de razão, sem mais considerar nas coisas o onde, quando, por que e para que, mas única e exclusivamente o que; não permitindo também que que se aloje na consciência o pensamento abstrato, os conceitos da razão; entregando porém todo poder de nosso espírito à contemplação, submergindo nesta inteiramente, permitindo o preenchimento pleno d consciência pela tranqüila contemplação do objeto natural ocasionalmente presente, seja uma paisagem, uma árvore, um rochedo, uma construção, ou o que for; ao nos perdermos inteiramente neste objeto [sich gaenzlich in diesen Gegenstand verliert], num significativo modo de expressão alemão, ou seja, esquecendo nosso indivíduo, nossa vontade, continuando a subsistir somente como sujeito puro, límpido espelho do objeto; de tal modo que tudo se passasse, como se existisse unicamente o objeto, sem alguém que o percebesse, não se podendo mais distinguir portanto a intuição do seu sujeito, mas ambos se tornaram um, ao ser a consciência plenamente preenchida e ocupada por uma única imagem intuitiva; quando, portanto, o objeto abandonou toda relação com algo externo a ele, e o sujeito toda relação com a vontade; então o que é conhecido não é mais a coisa individual como tal; mas é a idéia, a forma eterna, a objetividade imediata da vontade neste grau; e precisamente por isto o referido nesta intuição já não é indivíduo, pois o indivíduo se perdeu numa tal intuição; mas ele é sujeito puro do conhecimento, destituído de vontade, de dor, de temporalidade. Esta afirmação tão surpreendente por ora (de que não ignoro confirmar a expressão proveniente de Thomas Paine, du sublime au ridicule il n'y a qu'un pas) [1], tornar-se-á pelo que segue gradativamente mais clara a menos estranha. Também nela pensava Espinosa, ao escrever: mens aeterna est, quatenus res aeternitatis specie concipit [2] Numa tal contemplação, de um só golpe a coisa individual se torna a idéia de sua espécie, e o indivíduo que intui, o sujeito puro do conhecimento. O indivíduo como tal conhece apenas coisas individuais; o sujeito puro do conhecimento, somente idéias." [1] Do sublime ao ridículo não há mais do que um passo. [2] O espírito é eterno enquanto apreende as coisas do ponto de vista da eternidade. Schopenhauer - O MUNDO COMO REPRESENTAÇÃO Neste Link Nossa
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